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Depressão em números

Sabe aquela ansiedade, angústia, desesperança e falta de motivação que sentimos de vez em quando? Existem pessoas que convivem com elas todos os dias. E são muitas!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, e a previsão é que ela será a doença mais comum em 2030, quando representará 6,2% dos diagnósticos gerais de doenças em todos os continentes.

E se é tão grave, nada melhor para lidar com essa realidade e quebrar todo o estigma que a doença leva, do que falar sobre ela!

A primeira coisa que devemos ter em mente é que não se trata apenas de tristeza (muito menos de frescura!). O que ocorre é um processo de desequilíbrio químico dos neurotransmissores (as substâncias responsáveis por levar informações pela rede de neurônios do cérebro) responsáveis pelas sensações de prazer, serenidade, disposição e bem-estar.

O pensamento tradicional associa esse desequilíbrio a um modelo deficitário, ou seja, a uma diminuição de substâncias como noradrenalina e a serotonina. No entanto, atualmente se entende que as alterações presentes no cérebro da pessoa com depressão são muito mais complexas e envolve também fatores inflamatórios, neurotróficos e hormonais.

Costumamos associá-la apenas a casos extremos, como aqueles que resultam em suicídio, apesar desses números serem expressivos: cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano – é a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos – existem diferentes tipos de depressão.

Mas, em casos leves, a pessoa pode ter dificuldade para continuar um trabalho simples e atividades sociais, enquanto nos casos mais graves é improvável que ela possa continuar com qualquer uma dessas atividades.

Por isso é importante ficar atento quando os primeiros sinais da doença começam a aparecer e influenciar na qualidade do dia a dia:

Distúrbios do sono são comuns em pessoas com depressão. Geralmente enfrentam problemas para controlar sua capacidade de dormir, ou dormindo demais, buscando no sono uma fuga da realidade, ou não conseguindo dormir, por não se desligar dos problemas que o levaram à depressão.

Sofrimento antecipado também entra nessa lista e gera ansiedade e estresse paralisantes, que com frequência são gatilhos do quadro.

Perda do apetite por deixar de sentir prazer, nem mesmo o sabor dos alimentos desperta interesse.

Variações de humor são comuns na depressão bipolar – quando há oscilações entre tristeza e euforia, que podem ser agravados inclusive pela falta de sono. O diagnóstico de depressão ganha força quando as variações de humor são persistentes²

– A solidão está intimamente ligada à saúde mental. Estudos mostram que quem se isola tem mais risco de depressão, e quando aliada a outros sintomas, pode colaborar para diminuir o bem-estar em adultos de meia idade e idosos.

Se você precisa conversar sobre esses problemas, procure um psiquiatra, ele é o profissional indicado para acompanhar pacientes com a doença.

2 thoughts on “Depressão em números

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