Uma epidemia chamada solidão

Tem muita gente que se vira sozinho e vive muito bem, obrigado.

Mas essa não é a situação da grande maioria das pessoas, mesmo que haja vários caminhos para estar bem na sua própria companhia, por vezes, nos perdemos em nós mesmos.

A solidão é uma realidade cada dia mais presente à vida humana. Com o envelhecimento da população em nível mundial e o aumento da expectativa de vida pessoas mais velhas estão vivendo mais sozinhas. Há um ponto complicador nesse contexto: viver sozinho, em muitos casos, leva ao sofrimento e a problemas relacionados à qualidade de qualidade de vida em pessoas idosas.

Um estudo feito nos Estados Unidos aponta um declínio funcional e até morte em adultos com mais de 60 anos que se diziam solitárias. O trabalho aponta dados interessantes e que abrem possibilidades de reflexão para os acompanhamentos médicos e mesmo para a avaliação das relações sociais, visto que a solidão contribui para o sofrimento dentro de um aspecto social.

A solidão traz um sentimento subjetivo de isolamento. Por exemplo, é possível que pessoas que vivam sozinhas não se sintam solitárias, enquanto algumas que são casadas ou que vivem com outras pessoas ainda experimentam a solidão (leia mais sobre isso no artigo do Dr Rodrigo Scalia, Solidão no casamento). Ela pode ser explicada como a desconexão entre as relações desejadas e os relacionamentos reais.

No Reino Unido, a medida para contrapor essa epidemia da modernidade foi criar o Ministério da Solidão. Agora o governo tem um órgão para acompanhar os efeitos da solidão que afetam mais de 9 milhões de pessoas que dizem viver permanentemente ou frequentemente sozinhas, totalizando uma população de 65,6 milhões, de acordo com a Cruz Vermelha britânica. Na versão do Ministério: “a solidão afeta pessoas de todas as idades e em todos os momentos de suas vidas, como durante a aposentadoria, na morte do parceiro ou na separação”.

Bem, mas na vida prática, como evitar que a solidão nos acometa? Nada mais que ter atividades que nos façam bem e nos preencham. Uma aula de dança ou ter um cachorro, por exemplo; trabalhos voluntários também são outra forma de crescer o sentimento de importância a si mesmo. Há um programa chamado LISTEN, desenvolvido por Laurie Theeke na Escola de Enfermagem da Universidade da Virgínia Ocidental, que é uma ideia. Trata-se de uma forma de terapia cognitivo-comportamental (Terapia oferecida pelos profissionais Dr Bruno Caetano e Marcelo Davi, da Pleni) para combater a solidão. Isso implica cinco sessões de duas horas de pequenos grupos de pessoas solitárias que exploram o que querem dos relacionamentos, suas necessidades, padrões de pensamento e comportamentos.
Cuidar da rede de amigos, manter a mente sempre alerta, praticar atividades físicas são regras que todos apreendemos desde cedo e que agora ganham mais força para atingir viver mais plenamente.

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