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Como a família de um dependente de drogas pode se manter saudável?

Só quem já lidou de perto com o vício sabe o quanto ele pode ser nocivo, tanto para o dependente, quanto para quem convive com ele. Para a família, lidar com o problema pode ser especialmente difícil devido ao apego emocional e todas as “auto-cobranças” que surgem ao descobrir o vício de um ente querido.

Nesse momento é comum que muitos familiares se questionem se a adicção é resultado de falta de carinho, amor ou até mesmo de falta de punho firme. No entanto, não adianta pensar que qualquer um desses fatores poderá resolver o problema, somente o tratamento resolve e todos devem ser incluídos nele, afinal, a dependência não afeta apenas o usuário (de drogas lícitas ou ilícitas).

A CODEPENDÊNCIA

Existe um termo utilizado para definir a ansiedade, angústia e compulsão obsessiva que surge em relação à vida do dependente químico: codependência. Esse é um distúrbio, que muitas vezes precisa de atenção profissional. Isso porque familiares codependentes também apresentam uma forma de dependência, não de substâncias, mas sim do vínculo com o dependente químico.

O codependente tem a intenção real de ajudar, mas seu esforço tem pouco resultado, já que o dependente usa toda a empatia e esforço despendido pela família a seu favor. Por exemplo, é comum que, para evitar arriscar a vida dos filhos, alguns pais paguem e até mesmo busquem drogas para seus filhos na esperança de evitar situações “piores”, no entanto, essa não é uma atitude, de fato, positiva.

LIDANDO COM A SUA PRÓPRIA SAÚDE MENTAL 

O vício é uma doença, e o primeiro passo é que todos aceitem isso. Para que a saúde mental dos envolvidos não seja comprometida e a codependência não se desenvolva, é importante que a família se desligue emocionalmente do problema.

Isso, obviamente, não quer dizer que a família deve abandonar o dependente, mas sim, manter uma distância saudável para seu desenvolvimento.

A vida deve seguir. Pensar em si não é egoísmo. 

Não abandone o trabalho, não deixe de ir ao teatro, ao cinema, de passear no parque aos domingos… Siga sua vida da forma mais natural – e saudável – possível, assim, quando o dependente realmente quiser se submeter ao tratamento, você terá forças para ajudá-lo.

A família não deve se anular, mas sim procurar ajuda. 

Nessa semana tivemos o Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo (20/02). Aqui deixamos para vocês, também, um post de ajuda -> Entenda, em 8 passos, como a terapia pode ajudar um dependente químico a se livrar do vício.

Vale lembrar que, na maioria dos casos, o acompanhamento psicológico não basta. Investir em acompanhamento multidisciplinar é a melhor solução para os casos patológicos de consumo de álcool e drogas.

Conte com a equipe Pleni.

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