O preço do sedentarismo

Tire alguns minutos para refletir e calcular… Quanto tempo por dia você passa se afundando em uma cadeira, sofá ou cama?

Podemos arriscar o palpite de que são muitas. Afinal de contas, nossas rotinas se tornaram cada vez mais sedentárias com as facilidades que temos em transporte, alimentação (o delivery é a maior prova) e até mesmo em lazer, hoje nossa diversão, cada vez mais está voltada para sentar diante de uma tela, ao invés de sair para uma caminhada no parque, por exemplo.

Para termos noção desse panorama de mudanças no estilo de vida, podemos recorrer a alguns dados que mostram que, no Brasil, mais da metade dos adultos está com excesso de peso. No entanto, há nove anos atrás, esse percentual chegava a 43% dos brasileiros. Um aumento expressivo de quase 10% em menos de uma década!

Resultado dessa tendência global de nutrir um estilo de vida acomodado e sedentário, estudos têm constatado os diferentes impactos que as horas sentados têm na nossa saúde: diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares são apenas as primeiras a configurar uma lista que cada vez mais cresce.

Um estudo publicado em 2015 foi um dos primeiros a expor a associação entre longos períodos sentado e a prática de pouca atividade física e o aumento do risco de depósito de gordura no fígado, o mais impressionante é que os resultados foram negativos mesmo em pessoas que bebem pouca ou nenhuma bebida alcoólica.

Caso você não conheça bem os efeitos do problema, a “gordura no fígado”, ou esteatose hepática, pode causar inflamações no órgão e, em casos mais graves, provocar sua falência.

Resumindo: já sabemos que o preço que pagamos pelo sedentarismo é alto demais, e ainda estamos longe de entender todos os seus impactos.

Mas nem toda notícia é desanimadora, há maneiras interessantes de reintegrar atividades físicas no seu dia a dia, sem sofrer.

Diante disso, a medicina de estilo de vida tem ganhado cada vez mais adeptos, já que tem como objetivo uma abordagem integral da saúde e nós acreditamos no potencial dela.

Por exemplo, você pode deixar de lado o carro ou o ônibus e aderir ao transporte de duas rodas. Não é fã da bike? Que tal descer dois pontos antes do seu destino e esticar as pernas até lá? São medidas simples, que fazem toda a diferença. E, se você duvida, dados provam: trocar uma hora sentado por uma caminhada ou qualquer outro exercício, reduz de 12% a 14% o risco de morte prematura (LINK? Universidade de Sydney).

Mas nada dessa história de ser “atleta de final de semana”, a falta de costume com o esforço pode comprometer a oxigenação do coração, o que aumenta o risco de um colapso.

Além da atividade física, a medicina de estilo de vida pode te ajudar a tomar consciência sobre o papel fundamental que a alimentação, a interrupção do tabagismo e consumo de álcool, e, até mesmo a qualidade das relações que nutrimos exercem em nossa saúde física e mental.

Chegou até aqui inspirado a aderir a um estilo de vida mais ativo? Conte com a gente!

Fonte: Seungho Ryu, et al. Relationship of sitting time and physical activity with non-alcoholic fatty liver disease , Journal of Hepatology, November 2015Volume 63, Issue 5, Pages 1229–1237.

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