É normal ser diferente

“Somo como os parafusos… Se apertar demais a gente espana”.

Costumo dizer muito isto aos meus pacientes e seus familiares.

“Não aperte demais o fulano, ele vai espanar, vai adoecer e sofrer muito, e vai sobrar pra você”.

Quando um membro da família adoece, “espirra em todo mundo”. Em se tratando de Transtorno Mental, por regra, todo o sistema familiar é responsável pelo adoecimento de um sujeito.

Existem parafusos de diferentes ligas metálicas, de plástico, de madeira, de ouro. Cada um deles tem uma propriedade específica, uma resistência própria, suportam diferentes intensidades de aperto e tensão, serão úteis em situações específicas. Cada um com seu valor.

Se o parafuso espana, ele nunca mais será o mesmo. Você pode até restaurá-lo, fazer uma nova rosca, mas ele ficará mais fino e frágil. Depois de repetidas restaurações, pode ser que o parafuso definitivamente não tenha mais utilidade.

Da mesma forma, as pessoas que sofrem estresse repetidamente em intensidades além da sua capacidade de suportar, poderão não conseguir mais uma boa recuperação. Esta tolerância ao estresse é muito individual.

Um parafuso de plástico não é pior que o de aço. Ele apenas tem propriedades físicas diferentes. O plástico isola a corrente elétrica, não enferruja. O aço é mais resistente, mas não substitui o plástico.

O parafuso de madeira dá um acabamento bacana, fica bonito.

É normal ser diferente!

Porque ficamos insistindo tanto em forçar as coisas a serem do nosso jeito?

Que tal aceitar as coisas e pessoas como elas são?

Pra que controlar? Existe algo que possa ser totalmente controlado?

Que tal deixar seus familiares e amigos em paz?

E o que fazer quando você estiver muito contrariado com algo que eles fizeram?

Uma boa diretriz nesta situação é não criticar a pessoa e sim o comportamento. Seus familiares, filhos e cônjuges precisam se sentirem amados e respeitados, mas deixe claro que certos comportamentos não serão aceitos.

Assim, como exemplo, ao invés de dizer, “você é um imbecil…”, diga: “o que você fez me deixou furioso(a), não se atreva a repetir isto…”. Expresse suas emoções, diga como você se sentiu diante de tal comportamento.

Não exagere, não fique implicando com pequenos detalhes, não banalize seu desagrado. Deixe para expressar seu incômodo quando realmente for necessário, assim sua reclamação será levada mais à sério.

O exagero na tentativa de controle entra no padrão obsessivo, e você se torna uma pessoa chata. Sua vida ficará tensa e você perderá a capacidade de se divertir.

Aceitação na dose certa e com sabedoria, lhe trará paz, suavidade e mais contentamento na vida.

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About Bruno Caetano

Dr Bruno Caetano Vieira - CRMMG: 35209 - Graduado em Medicina pela UFU - Residência Médica em Psiquiatria pela UFU - Membro Titular da ABP - Terapeuta Cognitivo-comportamental - Instrutor de Meditação.